Avenida Paulista

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Avenida Paulista

Mensagem por Mestre do Jogo em Sab Abr 24, 2010 6:04 pm

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A Avenida Paulista é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo.

Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos, hotéis, Hospitais, como o tradicional Hospital Santa Catarina e instituições científicas, como o Instituto Pasteur, e culturais, como o MASP. Movimentam-se diariamente pela avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela. Além disso,a avenida é um importante eixo viário da cidade ligando importantes avenidas como a Dr. Arnaldo, a Rebouças, a 9 de Julho, a Brigadeiro Luís Antônio, a 23 de Maio, a rua da Consolação e a Avenida Angélica.

Um happy hour na Paulista quase sempre é surpreendente. Seus bares acabam sendo frequentados por grandes executivos em busca de descontração e não é de se assustar que grandes negócios sejam fechados, até mesmo extra expediênte.

E não é só a presença dos escritórios que chamam a atenção. A Avenida Paulista possui uma gana de outras empresas e comércio em seus arredores: lojas de grife, shoppings, fast-foods, teatros, museus, cinemas. Sempre cheia de pessoas bonitas, seus bares sofisticados e pub's são palco de encontro de muitos jovens e casais prontos para pegarem uma balada.A noite na Paulista é sempre muito agitada e aqui você encontrará uma mistura de Punk's, Góthicos, Emos, Skatistas, Executivos e toda a sorte de pessoas em busca de negócios ou diversão.
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Re: Avenida Paulista

Mensagem por Seth em Sex Set 09, 2011 10:08 am

Caminho despreocupado pelo coração de São Paulo sentindo o vento quente do verão brasileiro tocando meu rosto. Confesso que os séculos tem me tornado tão gelado quanto a selva de pedra que se ergue a minha frente e que já não sou mais tão selvagem quanto eu era há tempos atrás, quando corria em meio a vegetação virgem da mata atlântica, sentindo o cheiro da terra úmida e das folhas verdes caídas ao chão. Me tornei o que hoje chamam de urbano, mas mesmo tento sofrido essa adaptação, as vezes preciso voltar e me embrenhar na floresta, sentir meu corpo afundar no meio da terra como se a própria natureza me tragasse para o fundo de seu ventre, onde repouso na segurança do meu sono de morte. Meu telefone toca algumas vezes antes que eu o atenda.

- Achei que não fosse atender o telefone ...
- Pode ser que da próxima vez eu não lhe atenda ...

Risos do outro lado da linha.

- Eu adoro este seu humor sarcástico e esse seu jeito selvagem.
- Não se esqueça que você me deve algo ...
- Não precisa me cobrar lobinho, não esqueci de nosso trato. É questão de tempo ganhar a confiança dos Anciões e então São Paulo será uma cidade sob uma só lei. Por hora preciso de um favor.
- Não costumo prestar favores a lixo como vocês, já cumpri a minha parte no acordo...
- Prometo que este será o ultimo e muito em breve terá o que foi combinado.
- E o que seria este favor?
- Preciso que tome conta dos seus por enquanto. O Sabá tem aumentado na cidade e isso não é bom, os Anciões e a Primigênie estão com seus olhos voltados para vocês, se eles resolverem agir, nem eu e nem você teremos o que queremos. Você deve manter os seus sob controle ou não poderei evitar um confronto direto com os lideres da Camarilla.
- Sinceramente não me importo com a corja que protege a Máscara. Se for necessário nós lutaremos de igual para igual, também temos nossas armas. Por hora vou manter o Sabá sob meu controle mas não demore em cumprir sua parte, está me ouvindo? Não demore ou eu mesmo faço questão de lhe esmagar e estender o seu corpo para que o sol o consuma. Agora preciso ir, você me cansa!

Desligo o telefone.

Havia diversas pessoas na rua. Os humanos são tão patéticos que não conseguem se quer perceber o perigo que correm. Para essa juventude rebelde eu sou apenas mais um objeto de desejo. Minha pele branca chama sua atenção, meus olhos que reluzem sob o efeito das luzes artificiais os hipnotizam e fazem arder de desejo por mim. Sorrio de canto de boca. Onde estaria Rhonda? Ela certamente adoraria rasgar o pescoço dessas pobres crianças enquanto eles imploram pela vida. Tarde demais para entender quem está no topo da cadeia alimentar.

Uma jovem me olha nos olho, desejando se render a mim. Seu perfume é tão doce. Sorrio para ela. Um riso tão encantador que ela não resiste e me segue. Faz sinal para as amigas esperarem que ela já volta. Quanta inocência! Você não vai voltar, pelo menos não nessa vida. Um beco escuro na rua Frei Caneca é o lugar perfeito, bastou alguns segundos e ela chegou, se insinuando com seu corpo de mulher. As palavras são meros detalhes nos dias de hoje: Faça primeiro e converse depois. Seu corpo cola no meu e sinto sua sinuosidade.

- O que um gatinho tão lindo igual você está fazendo sozinho?
- Estava esperando por você ...
- Por mim? Então hoje é meu dia de sorte?
- Eu não chamaria isso de sorte ...

Meu sorriso se abre expondo meus caninos. A expressão angelical no rosto da jovem sofre uma transformação para o pavor. Ela tenta se afastar mas sou mais rápido. Uma mão sufoca seu grito enquanto a outra afasta seu pescoço expondo a grande veia que é a fonte onde irei me banquetear. Ela luta em vão enquanto meus dentes rasgam sua carne que explode jorrando vitae em minha garganta. Não sou gentil. Seus olhos se fecham expelindo lágrimas enquanto vou sorvendo seu sangue. Só mais um gole e já não há vida neste corpo. Deixo seu corpo pender e cair ao chão enquanto me afasto. E a propósito, estou longe de ser um gatinho ...
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Re: Avenida Paulista

Mensagem por Peter Crounch em Sab Set 10, 2011 4:34 pm

Percorrendo a Paulista, ele finalmente encontra o local onde desejava chegar. O Pub estava consideravelmente movimentado. Sempre cheio de pessoas com enormes dores de cabeça. Trabalhos, família. Era incrível como são vulneráveis nesses locais, e por algum motivo, os humanos buscavam ainda mais vulnerabilidade através da bebida. Vá entender a cabeças desses seres. Nem mesmo ele, quando era humano, entendia...

O jovem percorre alguns grupos do local. Homens de negócios conhecidos, outros apenas funcionários de escritórios. Alguns olhares de estranhamento para a figura aparentemente jovem demais para o lugar. Até que finalmente o rapaz se aproxima e senta-se em uma das mesas.

- Boa noite senhoritas. Será que lhes posso fazer companhia está noite?

A apresentação é acompanhada por um sorriso com direito a todos os dentes superiores. Com certeza chamou a atenção de ambas as mulheres. Uma loira sorri. Seu corpo sem tantas curvas é compensado pelo belo rosto, que mesmo denunciando ter por volta dos trinta, ainda era belíssimo.

- Ou que lindinho. Parece até um homenzinho! - A loira leva a mão a lateral no rosto do garoto, como se na intenção de apertá-lo nas bochechas. O sorriso do garoto meio que se inclina para o lado em que se encontram as mulheres. Ao contrário da companheira a morena não parecia tão receptiva.

- Vaza garoto! Não ta tarde para você ficar fora da cama não?

A ação do rapaz fora rápida. Ao erguer a mão, fora prontamente atendido por uma loirinha que estava nas proximidades - Ah, o senhor. O Uísque Black de sempre? - Enquanto a face de ambas as mulheres sentadas alterava-se para algo como confusão, o rapaz responde sem maiores problemas - Também te amo Carol. Sim, o mesmo de sempre.

A morena se pronuncia em tom de indignação - Desde quando se é permitido servir bebida para crianças minha filha?!

- Criança? Ele ameaçou nos processar caso não o servíssemos bem nas próximas vezes. E claro, depois deu carona ao dono do lugar em sua Ferrari para ganhar atendimento vip. Cuidado, antes que esse “anjinho” as processem com o melhor escritório de advocacia em São Paulo ou coisa pior!

Enquanto o rosto da loira ia de indignação a espanto, o da morena passara para um sorriso maroto - Hum, é sério? - A loira tenta falar algo com o rosto agora meio rosado - Be-bem, desculpe. Sou Alana! - Erguendo-se do outro lado da mesa, a morena mostra suas formas avantajadas em comparação a amiga, e abaixa-se destacando bem o decote - Sou Carla - Os beijos na face e esta passa a ser a mais convidativa de ambas - Sou Nick!

Enquanto conversavam o rapaz fingia bebericar um pouco da bebida e é acompanhado por Carla, que parecia desejar ficar bem sóbria. Já a loira - Por que não bebe mais um pouco Alana? - Ele enche todo o copo com o Uísque - Então vocês trabalham com os relatórios do Banco Central? Ora, quem diria! Alguém que guia a vida do pessoal na Paulista!

- Calado! Somos apenas secretárias lá - Alana já ria sem motivos e se recostava algumas vezes no rapaz, mais para não cair que realmente num outro sentido - Mesmo assim, alguns daqui matariam pelo que sabemos! - A morena fala em velocidade desfazendo a desvalorização do trabalho feito pela companheira, e também fala aos cochichos, como se dando um ar emocionante a informação.

- O que está vendo? - A mulher retira um Ipad da bolsa, tendo dificuldades em manuseá-lo pelo estado atual - Ela deve estar entrando no Twitter. Alana passa o dia nessa coisa contando tudo da vida nele - Uma rápida olhada revelava algo sobre “estar com um gatinho no pub” e dela virar pedófila. Outras mensagens abaixo mostravam quase toda a vida dela com informações como ,saindo do trabalho e estando em tal Pub - Deixa de ser chata Carla!

O rapaz da um grande sorriso ao ler a mensagem no Ipad - Bem, podemos ir não é? Acho que alguém deseja descumprir as leis esta noite! - O rosto já um pouco corado da loira torna-se uma vermelhidão só. Já Carla faz uma grande expressão de decepção - Não podemos ficar só mais um pouco? - Alana responde com alguma expressão de raiva! - Hoje não. Me esperem aqui, vou acerta a conta toda! - Ele da uma piscada para a morena que retorna a uma expressão mais agradável!

Encontrando a atendente ele pede para acertar tudo e vai a um lugar fora de visão quanto a sua mesa. Quando a loirinha atendente retorna, ele lhe da uma pequena quantia em dinheiro e um sorriso - Obrigado pela ajudinha Carol - A moça arqueia uma das sobrancelhas - Como se você precisa-se com essa carinha Nick!

Peter as leva até a Ferrari - Bem, vou deixá-las em casa! Onde moram? - A morena quase pula a frente da outra para se pronunciar antes - Moramos na zona leste. Vila carrão. Um ou dois quarteirões de distância uma da outra. Você pode nos deixar lá não?

- Claro. Vamos lá! - Eles saem em disparada para a o destino. Havia muito que fazer, não poderia perder tempo!
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Re: Avenida Paulista

Mensagem por Eric Rodrigues em Sab Set 10, 2011 7:07 pm

-O que vai hoje, Irmão? - pergunta um maluco ao outro – Temos de vadia, play boy, viado, sapatão, recém-nascido, peituda, bêbado... I, cara! Agente tem muita coisa hoje!

-Em?!... Ah, não, não quero nada. - minha responta menos comum, os outros Malkavianos me encaram com curiosidade e um tanto de temor, enquanto olho para o horizonte – Essa noite, eu vou caçar meu próprio alimento.

-Hehey! Vá lá então, Eric! Deixe que nós tomamos o resto sozinhos mesmos! - os gulosos viram as garrafas de vitae, tomando cada gota, começo a caminhar em direção à cidade.


Sou Eric Rodrigues. Um filho de Malkav. Estou aqui em São Paulo a mais ou menos sete anos. Pertenço ao Sabá, mas por enquanto estou fingindo servir a Camarilla. Tanto que tive o prazer de procurar O Príncipe e lhe alertar sobre minha presença em sua cidade, dando-lhe minha palavra de honra (como se ela existisse!) de que irei ajudar a Camarilla no que precisar. Cá entre nós, não estou no Sabá por vontade própria, mas ou era isso ou era aquilo, e aquilo é a Camarilla.

Acho que o significado de “Camarilla” num dicionário seria algo tipo: “grupo de retardados que não admitem sua própria existência como seres superiores e predatórios, em relação aos humanos e muitos outros seres que pairam sobre a terra”. O Sabá é igualmente formado por retardados, mas pelo menos esses retardados tem coragem de tomar sangue uma área pública e não ligam pra merda dessa tal Máscara maldita, que me priva de minhas próprias vontades! Pelo menos em teoria, mas na prática, huf... é a mesma merda!

Por isso eu faço o que bem entendo, não gosto de ser contido. Só finjo que finjo estar ajudando uns para na verdade ajudar outros, e acaba que eu tô fingindo pra todo mundo e na verdade não ligo é pra nada! E isso é muito bom. Hahahaha! Saber que muitos creem e ti, mas você sendo rodeado por mentiras! Isso me exita! Se eu fosse humano estaria ereto agora!

As 'leis' impostas tanto para estarmos no Sabá quanto na Camarilla pra eu são inválidas. Mesmo assim eu tenho de agarrar uma dessas causas tolas. Então que seja a mais forte! Na ultima cidade em que passei, o Sabá mandava, então fingi ser do Sabá. Daí, quando vim pra São Paulo, fingi ser Camarilla. O problema veio atualmente... O Sabá já me conhecia, e me convocou, de certa forma, para ajudar em uma possível investida contra a Camarilla. Malditas mentiras! Elas sempre voltam! De qualquer forma, agora eu tô é no Sabá! Isso que importa. Então, vou me divertir um pouco!

Andando pela cidade, vejo uma coisa deveras... Foda!. Uma Ferrari estacionada, com um pirralho entrando nela e se pondo no lugar do motorista. Como um bom Malkaviano, me aproximo da figura, e me ponho na frente do carrão. Olho pro cara, olho para as garotas, olho para o carro... Olho pro cara, olho para as garotas, olho para o carro... Olho pro cara, olho para as garotas, olho para o carro... Já sei...

Apoio o pé direito no carro e lentamente subo em cima do mesmo, ando um pouco, me sento em cima dele, buscando me acomodar. Olho para as manchas de barro na pintura da Ferrari, talvez o dono fique bravo com isso, dou um forte tapa no carro e grito em seguida.

-Liga essa belezinha! Hahaha! Vambóra, cara! Acelera! Hehehehehahahaha!
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Re: Avenida Paulista

Mensagem por Eric Northman em Ter Set 13, 2011 3:12 pm

Continuação de: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Se existe algo que desprezo mais que a Camarilla são os rebeldes sem causa e os novatos. O Sabá não é nenhum exemplo de organização, mas há sim uma causa em nossa existência e apesar de tudo os grilhões desta causa não nos prende e nem nos condiciona. Não somos domesticáveis e muito menos fomos feitos para viver às sombras de uma humanidade decadente e incrédula. O Sabá tem existido porque a Camarilla existe e mostrar a nossa soberania é uma de nossas causas. Quando digo soberania, não me refiro à soberania do Sabá mas sim à soberania dos Membros que perpetuam sua existência pelos séculos.

A raça humana não passa de alimento e a Camarilla um jogo infantil de pique esconde onde predadores famintos se fingem de cordeiros e até agem como tal para preservar um pouco do que chamam de humanidade. Não existe humanidade para nós! Não somos humanos e nossa essência é má, afinal, não nos deleitamos enquanto sugamos a vida de nossas vitimas? Não sucumbimos às nossas feras devoradoras de almas enquanto sentimos o êxtase de cada gole de vitae sorvido? Então pra que toda essa mentira? Não existe Alice no País das Maravilhas e não existe lobos amigos dos cordeiros. Se o Sabá é o caos a Camarilla é o que? São os mocinhos? Não me façam rir.

Logo mais a frente posso ver com clareza um dissimulado filho de Malkav tentando chamar a atenção por alguns instantes.

“Rhonda devia cuidar melhor de suas crianças, se Seth vê uma coisa dessas ele arranca o pescoço desta criança sem pensar duas vezes...”

Havia um outro dentro do carro junto de duas mulheres, outro novato mas este parecia muito mais sensato. Camarilla! Eu podia esmagá-lo aqui mesmo, onde já se viu! Um Lasombra servindo à Camarilla, é a Gehenna com certeza! Caminho em direção aos dois e me aproximo do Malkaviano.

- É melhor você descer deste carro antes que Rhonda ou Seth cheguem e acredite, eu não sei o que seria pior. E você sangue fraco – digo referindo-me ao Neófito do carro – volte para o lixo que você serve antes que nós resolvamos brincar com sua cabeça. Sorrio de canto de boca enquanto olho nos olhos das porquinhas – Boooh!

Eu ainda não tinha entendido porque Seth havia convocado uma reunião urgente com os Membros do Sabá e estava realmente curioso pelo que estava para acontecer. Confesso que não o tenho como líder mas sou inteligente o suficiente para considerar que ele tem o dobro de minha força.

Olho para os Neófitos esperando que o Malkaviano desça do carro e que o verme da Camarilla siga seu caminho antes que eu perdesse a paciência. Infelizmente estamos sob um propósito e por enquanto não podemos atacar. Pura questão de tempo.
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Re: Avenida Paulista

Mensagem por Peter Crounch em Ter Set 13, 2011 6:02 pm

Pondo a loira quase desmaiada no banco de trás, Peter abre a porta da frente para a morena. Não queria alguém sóbrio lhe observando pelos retrovisores, muitos menos um humano. Seria desastroso o que poderiam ver, apesar de bem engraçado. Finalmente seguiriam, quando uma figura se interpõe no caminho. O rapaz aumenta as luzes do farol para permitir uma melhor visão, o que faz a pálida pele do homem afrente quase reluzir na noite escura.

Se fosse um arcaico e ultrapassado ancião de certo pensaria em um membro. Mas nos dias de hoje, os humanos dão cada vez mais um maior valor a peles bem cuidadas. As novas invenções e tratamentos são revolucionários. Infelizmente, pelos trajes da figura a frente, não parecia poder ou até estar disposto a dias de Peeling, protetores caros, entre várias outras mordomias humanas.

Quando o cara começa a se aproximar do automóvel ele serra as mãos na direção e se prepara para uma resposta de uma possível investida. Porém a figura começa a subir calmamente sobre o capô. Seria possível que fosse? Logo desse clã? Será? - Eu mereço - Um leve sorriso estampa o rosto do rapaz enquanto ele ouvia o outro dar tapas no teto e guinchar algumas palavras - O que ele quer Nick? - Era perceptível na voz o nervosismo da morena. Ele vira o rosto calmamente para o lado - Talvez assalto, não sei - O olhos da mulher se tornam duas enormes bolas brancas de tão abertos - Um assalto?! Como assim um assalto?! A meu deus!

O nervosismo da humana evolui para um desespero inflamado e os batimentos de seu coração podiam ser facilmente ouvidos, pela frequência maior agora desenvolvida. Talvez devesse brincar um pouco com a figura acima. Quando ele se prepara para ligar o carro e seguir viagem uma nova pessoa aparece. Tão pálido quanto o outro, mas ao contrário do primeiro, este não mede palavras em sua apresentação.

Pelas frases pronunciadas ficou fácil de identificar a quem serviam. Era pobres crianças sabáticas, iludidas por sua sensação de liberdade e poder produzidas por seus superiores. Porém serviam a uma máscara e hierarquia tão rígida quanto às da Camarilla e a anciões tão antigos e famintos quanto à da primigênie. Uma pena que tanto potencial Lasombra era perdido em tão pútrida organização. Ele quase tinha pena de seus companheiros condenados no Sabá. Quase!

Mais dentre as falas desse vampiro, o que realmente lhe chamara a atenção fora sua fácil identificação. Com apenas um olhar a figura sabia sua seita e geração. Talvez soubesse até seu nome e seu clã. De duas uma, ou era um Nosferatu Antitribu competente, ou simplesmente um Malkaviano poderoso. A fama do amplo conhecimento descoberto por estes era tão grande quanto à da loucura neste clã. Mas não parecia ser um. Ou talvez até fosse...

O barulho no teto começava a soar denunciando a movimentação do outro vampiro. O rapaz abaixa um pouco o vidro para suas palavras melhor soarem - Brincaremos na próxima, ou seu amigo vai ti matar - O sorriso de antes evolui dirigido à outra figura enquanto ele acelera o carro com tudo, cobrindo a todos com uma nuvem de poeira e fumaça. Esse vampiro não devia fazer propaganda de seu sangue tão precioso. Pode acabar ganhando uma grande fila de membros querendo degustá-lo.

- Você conhecia esses caras? - A semblante de medo ainda dominava o rosto da humana - Conhecer? Não minha cara, devem ser apenas loucos rondando as ruas - Ela se vira totalmente para o Lasombra - Então o que foi aquilo lá atrás? - Ele vira para a mulher com uma expressão calma alternando o olhar com a rua - Nada irrita mais um louco que uma visão séria da situação. Compartilhe um pouco da loucura e eles te deixarão ir sem problemas. Não viu?

A mulher não aceitou tão bem a justificativa, mas lhe fora suficiente, por enquanto. À noite não lhe era tão longa quanto precisava. Não podia perder tempo em explicações.

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Re: Avenida Paulista

Mensagem por Eric Rodrigues em Ter Set 13, 2011 7:38 pm

Talvez pareça estranho eu dizer isso, mas infelizmente vou ter que berrar insensatamente as seguintes palavras, caso todos continuem me olhando assim! “Eu sou mal compreendido!”. Até os meus irmãos de sangue, filhos de Malkav, às vezes não conseguem entender minha pobre cabecinha morta! Nunca tentei chamar atenção, nunca tentei me mostrar superior ou coisa do tipo, afinal eu não tenho que provar o que já é obvio!

Ao descer do carro, por mero respeito à um companheiro de seita, o outro Membro cita algumas palavras à toa. Minha resposta é simples:

-Vamos sim, pode ter certeza. - sorrio

Volto minha atenção para o Membro em minha frente, enquanto vejo o Camarilla sair. Parece forte, mas sinto que não é tão forte assim. Ele não parece grandioso como Rhonda, que por acaso só está um pouco abaixo de mim.

-Seth, você disse? E por que eu temeria as frágeis ações daquele brutamontes.

Olho para os lados... Para trás... Após confirma que o Gangrel não está per-, opa. Quero dizer, após confirmar que o Camarilla está bem longe. Me aproximo um pouco daquele cara estranho. Ele já devia saber meu clã. E, vendo pela ordem dos acontecimentos, como o fato dele saber minha seita, provavelmente já tem ao menos uma noção de quem sou.

-Meu caro amigo, não deve ter nem mesmo uma pequena noção do que fez. Além de interromper minha brincadeira, ainda conseguiu... - penso um pouco – Fazer eu perder minha carona!

Não posso simplesmente dizer “você me fez perder minha atual posição de Membro da Camarilla!”, não pra um Sabá. Seria até patético, mas tenho meus motivos para tanto. E um deles é o simples fato de eu querer fazer isso. E só esse motivo, já é o bastante. Termino fazendo uma leve reverência ao cainita.

-Tenha uma boa noite! Ande pela sombra! Evite me ver mais de uma vez por década! E, caso veja Rhonda, diga àquela gosto-, opa, ahn, diga a ela que gostaria muito de revê-la! - sorrio ainda mais – Agora, com sua licença!

Volto a caminhar pelas ruas de São Paulo. Essa noite eu ainda não me alimentei. Vamos ver o que posso fazer para solucionar esse problema em menos de meia hora, que é quando irei ver o que diabos é a convocação que recebi há alguns minutos atrás horas.
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